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Projetos básicos da Miniusina Solar da Ufal serão finalizados até maio

Por Redação com Ascom Ufal
Miniusina da Ufal ficará localizada na entrada do Campus A. C. Simões

Miniusina da Ufal ficará localizada na entrada do Campus A. C. Simões

A Universidade Federal de Alagoas inicia em junho a etapa do processo licitatório para a construção da Miniusina Solar Fotovoltaica no Campus A. C. Simões, visando a redução dos gastos com energia elétrica. Além da geração de energia, o projeto pretende melhorar a eficiência energética, oportunizando aos usuários conhecimentos sobre o consumo consciente na instituição.

A miniusina, prevista para entrar em funcionamento até o final do primeiro semestre de 2019, também se constituirá num espaço de desenvolvimento de estudos científicos para pesquisadores e alunos da graduação e pós-graduação na área de cogeração solar fotovoltaica. Um dos beneficiados será o curso de Engenharia de Energias Renováveis, que pertence ao Centro de Ciências Agrárias (Ceca) e formará a primeira turma ano que vem.

Das 27 propostas submetidas em abril do ano passado ao Edital da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nas áreas de Eficiência Energética e Minigeração, destinado à todas as universidades públicas de ensino superior do país, houve a aprovação de 22 propostas. A Ufal se inclui nas 11 aprovadas sem restrições, que se sobressaiu como o quarto melhor projeto de pesquisa e desenvolvimento e proporcionará a implantação de uma das maiores miniusinas solares fotovoltaicas do Estado, dotada de 150 KWp (quilowatts picos) para a geração de energia.

Os projetos básicos, necessários para o início do processo licitatório, em fase de finalização, são o arquitetônico; os elétricos de alta e baixa tensão; o hidrossanitário e de drenagem de águas pluviais; de estruturas e de fundações; projeto de terraplanagem; luminotécnico; de climatização; e o projeto de canteiro de obras. Ainda constam o Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e  o Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico. Nesta etapa, estão contemplados também o orçamento e o cronograma físico e financeiro da obra.

Prioridade da Gestão

O investimento em Energias Renováveis é uma das prioridades desde o início da gestão. No primeiro trimestre de 2016 foi formado um Grupo de Trabalho de Energias, inicialmente coordenado pelo professor André Aquino, com o objetivo de propor medidas para a melhoria da eficiência energética da Ufal e também dos setores produtivos do Estado.

No mesmo semestre, o edital de eficiência energética foi divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) durante uma reunião da Andifes, que reúne os dirigentes das universidades. “Abraçamos a proposta pela importância de criar alternativas energéticas em tempos de esgotamento de fontes de energia no mundo. Os pesquisadores da Ufal imediatamente assumiram a tarefa de construir e executar esse projeto com muita competência”, destacou a reitora.

Foram várias reuniões com a Eletrobras em que a reitora Valéria Correia buscou, com a equipe do GT Energias, encaminhar a execução desse projeto fundamental para a Universidade. Mesmo diante das mudanças de gestão na empresa energética, a reitora obteve a garantia de continuidade do projeto. “É uma inovação que vai garantir economia de energia e sustentabilidade”, destacou a reitora Valéria Correia.

Equipe e parceria

O projeto de pesquisa da miniusina está orçado em R$ 1,16 milhão e conta com a participação de uma equipe sob a liderança do professor Márcio André Araújo Cavalcante, coordenador do curso de Engenharia de Energias Renováveis e também pesquisador do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) da Ufal.

O projeto envolve mais seis pesquisadores, entre doutores e mestres, dois alunos de mestrado e sete alunos de graduação oriundos de três cursos de engenharia e suas respectivas unidades acadêmicas: Engenharia Civil, do Centro de Tecnologia (Ctec); Engenharia da Computação, do Instituto de Computação (IC) e Engenharia de Energias Renováveis, do Centro de Ciências Agrárias (Ceca).

A ação institucional tem a parceria da Eletrobras Distribuição Alagoas (Eletrobras/AL) e a etapa do processo licitatório, conforme cronograma, deve transcorrer até o mês de outubro. “Possivelmente o início da obra ocorrerá entre os meses de novembro e dezembro deste ano e no final do primeiro semestre de 2019 deverá estar concluída”, afirmou Márcio Cavalcante.

Ao reforçar a importância da miniusina solar para a Ufal, o professor enfatiza que ela trará uma economia significativa com energia. “Considerando os 20 anos de vida útil dos 578 painéis solares fotovoltaicos, que têm a finalidade de absorver a energia da radiação solar, a economia de energia no Campus A. C. Simões nessas duas décadas pode chegar a R$ 2 milhões”, frisa.

Estímulo e investimento

A Miniusina Solar Fotovoltaica da Ufal ficará ao lado do Fórum Universitário, localizado logo na entrada do Campus A. C. Simões, e ocupará uma área de três mil metros quadrados. Terá três ambientes com os seguintes espaços: Sala de controle/reuniões; Eletrocentro (onde serão instalados os inversores – equipamentos que transformam a corrente contínua proveniente dos painéis em corrente alternativa a ser inserida na rede); Almoxarifado; e a cobertura, onde ficará a Estação Meteorológica.

Sobre a escolha do local de instalação, logo na entrada do campus da capital, Márcio disse que teve como principal critério a sua visibilidade, para aqueles que transitam diariamente por aquela área. “Um dos objetivos do Edital da Aneel é popularizar ações de eficiência energética e o emprego de fontes renováveis em sistemas de cogeração de energia. No projeto os atores vão atuar para que todas as escolhas tecnológicas sejam as melhores possíveis. A meta é tornar a Miniusina Solar Fotovoltaica da Ufal uma referência”, explica o coordenador.

Márcio enfatiza que o debate visando o estímulo aos investimentos na área de geração de energia a partir de fontes renováveis, a exemplo do sol e do vento, tem o objetivo de diminuir a emissão de dióxido de carbono, responsável pelas recentes mudanças climáticas. No Brasil, por ter um alto nível de insolação, a discussão vem se ampliando para a geração de energia solar. Neste contexto, destaca-se o Nordeste, por ser a região que apresenta a maior insolação do país. “O objetivo também é reduzir custos, promovendo a substituição das termoelétricas por parques solares e eólicos, uma vez que as termoelétricas utilizam combustíveis fósseis e geram uma energia de alto custo, provocando o aumento das tarifas de energia elétrica”, reforçou.

De acordo com a Eletrobras Alagoas, 101 unidades consumidoras no Estado já fazem uso de geração de energia solar fotovoltaica, totalizando 1,3 MW (megawatts) de potência instalada, apresentando a maior delas uma potência de 160 kWp, instalada na empresa Alagoas Vidros, em setembro de 2017.

Recentemente, o professor Márcio Cavalcante foi empossado, junto com o professor Wellinsílvio Costa dos Santos, do Centro de Tecnologia (Ctec), como representantes da Universidade Federal de Alagoas no Comitê Estadual de Políticas Energéticas (Cepe). O Conselho tem como finalidade fomentar decisões da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo do Estado na área de políticas energéticas.

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