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Acervo de Guiomar Novaes fica em instituto

Dona Ney Ávila privou da intimidade da pianista brasileira Guiomar Novaes, uma das mais importantes artistas brasileiras, de quem foi secretária. Nos últimos anos, viveu sozinha em Piracaia, no interior de São Paulo, onde morreu em 2017. O novo proprietário de sua casa, ao chegar ao imóvel, encontrou papéis referentes à pianista. Na internet, ficou sabendo do Instituto do Piano Brasileiro e procurou Alexandre Dias para lhe entregar o material.

Já seria um acervo muito valioso, mas a história não para por aí. Pouco depois, um vizinho, indo à padaria, viu uma caçamba de lixo em frente da casa. E percebeu a presença de mais alguns papéis. A história chegou a Nelson Freire, grande admirador da pianista, e ele entrou em contato com Dias. “A primeira parte já tinha 2 mil páginas, e essa agora é ainda maior”, diz Dias. “Vamos digitalizar tudo o que foi encontrado.”

No IPB, Dias conta com a ajuda de alguns pesquisadores parceiros, mas, sem patrocínio, depende de uma campanha de crowdfunding para bancar o trabalho, além de investir do próprio bolso no projeto. “Cada material é importante. Quando a última edição de uma obra desaparece, é como um animal que entra em extinção. Mas, mais do que isso, no momento em que tudo é catalogado e digitalizado, é possível cruzar informações, entender a história do piano no Brasil, descobrir novos repertórios, oferecê-los a artistas”, explica ainda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor: João Luiz Sampaio, especial para o Estado
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