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São Bento e o mês de agosto

Embora tenha nascido em JULHO (dia 11), SÃO BENTO, italiano de Benedito da Núrsia, próximo de Roma, tendo como irmã gêmea Santa Escolástica, é o protetor do mês de AGOSTO, além de ser considerado o Pai do Monaquismo. Ele foi o fundador da Ordem de São Bento e criador do Mosteiro de São Bento, uma das maiores ordens monásticas do mundo, mesmo depois da sua morte, aos 67 anos de idade. O papa Paulo VI o designou Patrono da Europa em 1964, sendo também patrono da Alemanha. É venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos e anglicanos. Ele fundou a Abadia de Monte Cassino, na Itália, destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada. Foi o criador da famosa “Regra de São Bento”, um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica, inspiração de muitas outras comunidades religiosas, como os Dominicanos e os Franciscanos,

Diante da decadência do Imperior Romano, que além de política, foi também moral e espiritual, o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar para as montanhas da Úmbria, onde se dedicou à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios voltados à santidade. Após três (3) anos recluso em uma gruta, passou a atrair outros jovens que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, os quais buscaram nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Nesta gruta nasceu o famoso Mosteiro de Monte Cassino e as “Regras Beneditinas” de São Bento, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos.

Em pouco tempo a Europa se encantou com a doutrina de São Bento, principalmente com a máxima “Ora et labora” (Oração e Trabalho). Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura e de filosofia.

No ano de 503, Bento recebeu grande quantidade de discípulos e fundou doze pequenos mosteiros. Em 529, por causa da inveja do sacerdote Florêncio, teve de se mudar para Monte Cassino, onde fundou o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina.

É nesse episódio que Florêncio lhe enviou de presente um pão envenenado, mas Bento deu o pão a um corvo que todos os dias vinha comer em suas mãos e ordenou à ave que o levasse para longe, onde não pudesse ser encontrado. Durante a saída de Bento para Monte Cassino, o padre Florêncio, sentindo-se vitorioso, saiu ao terraço da sua casa para ver a partida do monge. Entretanto, o terraço ruiu e Florêncio caiu e morreu. Um dos discípulos de Bento, chamado de Mauro, foi pedir ao mestre que retornasse ao Mosteiro, pois o inimigo havia morrido, mas Bento chorou pela morte do inimigo e também pela alegria do discípulo, a quem impôs uma penitência por regozijar-se pela morte do irmão sacerdote.

São Bento dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Foi eleito abade de um mosteiro em Vicovaro, no centro da Península Itálica. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, saiu da taça que continha o vinho envenenado uma serpente e o cálice se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade e retornando à vida solitária, vivendo consigo mesmo: habitare secum.

Como Agosto é um mês esquisito, conhecido como o do “cachorro louco”, cujo calendário é marcado por óbitos misteriosos e grandes tragédias, inclusive envolvendo notáveis personalidades, São Bento tem sido invocado como o Santo Protetor, em razão da sua força, da sua coragem e da sua teimosia em afastar as pessoas das obras do maligno. Aliás, ele mesmo ordenou aos seus monges, seis (6) dias antes da sua morte, que abrisse uma sepultura para seu corpo, porque iria morrer. E assim aconteceu. A imagem de São Bento é representada por um Frade com um livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que ele recebeu de um sacerdote invejoso… Pensemos nisso! Por hoje é só.

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